18 de jan. de 2016

Tempestuoso Seminário Erudito - Ar Calmo

Quem sabe dessa vez foi o contrário;
Turbulenta tempestade antes do ar calmo.
O poeta somado ao caos, desesperado,
Remoendo injuriado o seu passado,
Que subjugam o pretérito, nada perfeito,
Em relação ao sujeito,
Que tomado pelo tornado,
Anela em desespero por um abrigo seguro.
Seu passado não foi mortificado;
Suas concepções foram erradicadas,
Por seres que de carne igual e sangram,
Dilaceraram sua alma à navalhas,
Afligindo o seu ego à palavras,
Que destroem tanto quanto o tornado,
Que extirpa a carne, moendo os músculos
E dá nó as entranhas, lâmina de dois gumes.
O poeta vazio de si e de todos não reclama;
Descobriu a beleza dos seus versos de drama.
Moveu-se ao mundo como quem realmente ama.
Chegou ao cúmulo epicentro;
Escapou estupefato, surpreso.
Por amor a Isabel...
Contemplou novamente o céu
E nova vida o encheu de mel
O que antes era o fel.
Da carne, a navalha não mais lhe sangra,
E sua nova aura, coberta de luz, reluz,
E seus antigos dias, morreram naquele dia.
E foi quando o poeta se amou.

Fernando Said.

Androide desconcertado

Quantas vezes tenho que te falar
Que sou um robô, mas que sei amar
Com meus defeitos de programação
Fui criado sem coração...


11 de jan. de 2016

Obscuro mundo anil

Na morte nos abraçamos,
Imaginamos ser humano.
Percas e glórias,
Mensuramos ser eternos.
Nos trechos de glória
A Aurora eterna,
O universo é esplêndido,
Girando em torno do eixo.


Eterno, acolhedor, caótico,
Na sua opacidade, 
Esplêndida, gira em rotas,
Formando o todo perfeito.


No abraço apertado,
Transbordamos sentimentos.
A saudade aumenta só de lembrar,
Aquele sorriso a irradiar.


Uma só vida,
Uma só morte.
Milhões de segredos,
Sobre vida e morte.


Das memórias da vida,
Sentimentos bons
Ficam na saudade da memória.
Enquanto nos abraçamos ...


Somamos o caos
Dentro de nós.
O medo da morte,
Ao sair sem se despedir...


E nunca mais voltar pra casa,
Nunca mais ver teus amigos,
Não poder abraçar a quem se ama
E não compartilhar bons momentos...


Ao partir em direção ao desconhecido
Leva-me contigo em um pedaço
Que em mim ficou como saudade.


E quando me encontrares 
No vazio do universo, 
Conta-me de antemão
O que o infinito reservou 
Para o obscuro mundo anil.

Em memória de Noêmia Lima Mangabeira.

O diário noturno 2

Nos dias de frio restou-me a solidão,
A epiderme arrepia ao lembrar,
Que calor eu tinha no coração.

Aquela melodia triste e harmônica
Ainda soa eruditamente,
Em um silêncio noturno,
Onde os bichos me acompanham
E o cigarro amarga a entranha.


Minha sobriedade volta aos poucos,
Percebo que estou incompleto, louco,
Apenas afogando minhas dores em pranto
Em mais dose de remorso insano.


Crucifica-me como à Cristo,
Mas perdoa os meus pecados;
Que sem ser premeditado
Foram por mim consolidados.


Meu peito afligindo por mágoas,
Agora sangra injuriado;
Por danos causados por um menino,
Que não mediu a consequência dos seus pecados.



6 de ago. de 2015

Quem vai ler os livros que eu não escrevi?


Acaso queira saber mais coisas sobre mim, basta procurar-me nos livros que até eu mesmo esqueci de escreve-los; Escrevi e os deletei para não expor meus defeitos em relação à falta que te fiz; De todas as poesias e todos os manuscritos escritos por mim, tua falta me partiu o peito; Feriu meu peito com a tua partida e agora não gosto de despedidas. Vivo peregrino; Declarei por ti meu amor todas as vezes que pude em vida e pessoalmente; Morri todas as vezes que me disse adeus e saiu pela porta do meu coração e disse que nunca mais iria voltar.

29 de ago. de 2014

O período da criação

No tédio leio, escrevo e aprendo
Tão bem como quando distraído
Nas horas passo calado
O silêncio da minha voz me agrada
Me deixa em estado de calma
Bem melhor que os teus escândalos por devaneios loucos.

Disperso do tempo a poesia fala
Dar-se-a uma nova criação
Pequenas letras num papel sem refrão
Somente versos fabricados por uma mente
Que nas horas vagas funciona, às vezes não.

Me questiono então quantos versos cabem em uma canção
Canção daquelas que não mata ninguém de solidão
Mas preenche o peito com melodias e acordes bons
Para que ninguém sofra de dor ou de amor

Pobre coração!
Já estamos de saco cheio por tantas dores no peito
De idas e vindas tu me encheste de vazio
Do vazio fiz abrigo e morada
Abraço então a criação que me vem todas as noites
Com esta solidão a me apavorar e dilacerar-me
Até então entender que coisas boas vão acontecer.

9 de jun. de 2014

Criações de um poeta ainda vivo.

Sobre corações partidos, milhões de feridos, sobre canções de amor, belas canções, os fatos confirmam que uma boa dose de amor embriaga qualquer coração, os estragos podemos chamar de boa e velha ressaca. Os jovens poetas escrevem suas loucuras, seus romances e amores, embriagados de vodka e fumaça de cigarro, com uma boa adição de outras drogas, que destroem apenas esse frágil recipiente chamado corpo, que carrega o peso de um mundo inteiro de sentidos, sentimentos, apenas causas normais, causadas por esse processo chamado "viver".

Filmes que vivi e não foram expostos em cartaz

 Alguns sonhos são como filmes fora de contexto, observo inerte aos detalhes, me vejo por dentro e por fora, alguns lugares eu reconheço, sa...