11 de jan. de 2016

O diário noturno 2

Nos dias de frio restou-me a solidão,
A epiderme arrepia ao lembrar,
Que calor eu tinha no coração.

Aquela melodia triste e harmônica
Ainda soa eruditamente,
Em um silêncio noturno,
Onde os bichos me acompanham
E o cigarro amarga a entranha.


Minha sobriedade volta aos poucos,
Percebo que estou incompleto, louco,
Apenas afogando minhas dores em pranto
Em mais dose de remorso insano.


Crucifica-me como à Cristo,
Mas perdoa os meus pecados;
Que sem ser premeditado
Foram por mim consolidados.


Meu peito afligindo por mágoas,
Agora sangra injuriado;
Por danos causados por um menino,
Que não mediu a consequência dos seus pecados.



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