Na morte nos abraçamos,
Imaginamos ser humano.
Percas e glórias,
Mensuramos ser eternos.
Nos trechos de glória
A Aurora eterna,
O universo é esplêndido,
Girando em torno do eixo.
Eterno, acolhedor, caótico,
Na sua opacidade,
Esplêndida, gira em rotas,
Formando o todo perfeito.
No abraço apertado,
Transbordamos sentimentos.
A saudade aumenta só de lembrar,
Aquele sorriso a irradiar.
Uma só vida,
Uma só morte.
Milhões de segredos,
Sobre vida e morte.
Das memórias da vida,
Sentimentos bons
Ficam na saudade da memória.
Enquanto nos abraçamos ...
Somamos o caos
Dentro de nós.
O medo da morte,
Ao sair sem se despedir...
E nunca mais voltar pra casa,
Nunca mais ver teus amigos,
Não poder abraçar a quem se ama
E não compartilhar bons momentos...
Ao partir em direção ao desconhecido
Leva-me contigo em um pedaço
Que em mim ficou como saudade.
E quando me encontrares
No vazio do universo,
Conta-me de antemão
O que o infinito reservou
Para o obscuro mundo anil.
Em memória de Noêmia Lima Mangabeira.
Um comentário:
Lindo texto amigo! Depois visita o meu :D http://sonhosecronicas.blogspot.com.br/
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