Quantas vezes tenho que te falar
Que sou um robô, mas que sei amar
Com meus defeitos de programação
Fui criado sem coração...
18 de jan. de 2016
11 de jan. de 2016
Obscuro mundo anil
Na morte nos abraçamos,
Imaginamos ser humano.
Percas e glórias,
Mensuramos ser eternos.
Nos trechos de glória
A Aurora eterna,
O universo é esplêndido,
Girando em torno do eixo.
Eterno, acolhedor, caótico,
Na sua opacidade,
Esplêndida, gira em rotas,
Formando o todo perfeito.
No abraço apertado,
Transbordamos sentimentos.
A saudade aumenta só de lembrar,
Aquele sorriso a irradiar.
Uma só vida,
Uma só morte.
Milhões de segredos,
Sobre vida e morte.
Das memórias da vida,
Sentimentos bons
Ficam na saudade da memória.
Enquanto nos abraçamos ...
Somamos o caos
Dentro de nós.
O medo da morte,
Ao sair sem se despedir...
E nunca mais voltar pra casa,
Nunca mais ver teus amigos,
Não poder abraçar a quem se ama
E não compartilhar bons momentos...
Ao partir em direção ao desconhecido
Leva-me contigo em um pedaço
Que em mim ficou como saudade.
E quando me encontrares
No vazio do universo,
Conta-me de antemão
O que o infinito reservou
Para o obscuro mundo anil.
Em memória de Noêmia Lima Mangabeira.
O diário noturno 2
Nos dias de frio restou-me a solidão,
A epiderme arrepia ao lembrar,
Que calor eu tinha no coração.
Aquela melodia triste e harmônica
Ainda soa eruditamente,
Em um silêncio noturno,
Onde os bichos me acompanham
E o cigarro amarga a entranha.
Minha sobriedade volta aos poucos,
Percebo que estou incompleto, louco,
Apenas afogando minhas dores em pranto
Em mais dose de remorso insano.
Crucifica-me como à Cristo,
Mas perdoa os meus pecados;
Que sem ser premeditado
Foram por mim consolidados.
Meu peito afligindo por mágoas,
Agora sangra injuriado;
Por danos causados por um menino,
Que não mediu a consequência dos seus pecados.
A epiderme arrepia ao lembrar,
Que calor eu tinha no coração.
Aquela melodia triste e harmônica
Ainda soa eruditamente,
Em um silêncio noturno,
Onde os bichos me acompanham
E o cigarro amarga a entranha.
Minha sobriedade volta aos poucos,
Percebo que estou incompleto, louco,
Apenas afogando minhas dores em pranto
Em mais dose de remorso insano.
Crucifica-me como à Cristo,
Mas perdoa os meus pecados;
Que sem ser premeditado
Foram por mim consolidados.
Meu peito afligindo por mágoas,
Agora sangra injuriado;
Por danos causados por um menino,
Que não mediu a consequência dos seus pecados.
6 de ago. de 2015
Quem vai ler os livros que eu não escrevi?
Acaso queira saber mais coisas sobre mim, basta procurar-me nos livros que até eu mesmo esqueci de escreve-los; Escrevi e os deletei para não expor meus defeitos em relação à falta que te fiz; De todas as poesias e todos os manuscritos escritos por mim, tua falta me partiu o peito; Feriu meu peito com a tua partida e agora não gosto de despedidas. Vivo peregrino; Declarei por ti meu amor todas as vezes que pude em vida e pessoalmente; Morri todas as vezes que me disse adeus e saiu pela porta do meu coração e disse que nunca mais iria voltar.
29 de ago. de 2014
O período da criação
No tédio leio, escrevo e aprendo
Tão bem como quando distraído
Nas horas passo calado
O silêncio da minha voz me agrada
Me deixa em estado de calma
Bem melhor que os teus escândalos por devaneios loucos.
Disperso do tempo a poesia fala
Dar-se-a uma nova criação
Pequenas letras num papel sem refrão
Somente versos fabricados por uma mente
Que nas horas vagas funciona, às vezes não.
Me questiono então quantos versos cabem em uma canção
Canção daquelas que não mata ninguém de solidão
Mas preenche o peito com melodias e acordes bons
Para que ninguém sofra de dor ou de amor
Pobre coração!
Já estamos de saco cheio por tantas dores no peito
De idas e vindas tu me encheste de vazio
Do vazio fiz abrigo e morada
Abraço então a criação que me vem todas as noites
Com esta solidão a me apavorar e dilacerar-me
Até então entender que coisas boas vão acontecer.
9 de jun. de 2014
Criações de um poeta ainda vivo.
Sobre corações partidos, milhões de feridos, sobre canções de amor, belas canções, os fatos confirmam que uma boa dose de amor embriaga qualquer coração, os estragos podemos chamar de boa e velha ressaca. Os jovens poetas escrevem suas loucuras, seus romances e amores, embriagados de vodka e fumaça de cigarro, com uma boa adição de outras drogas, que destroem apenas esse frágil recipiente chamado corpo, que carrega o peso de um mundo inteiro de sentidos, sentimentos, apenas causas normais, causadas por esse processo chamado "viver".
16 de dez. de 2013
Roteiro incompleto
Não te ter em meus planos está fora de questão
Fazer parte dos teus planos é uma indagação
Planejar sozinho é arriscado
Viver a vida sozinho é arriscado.
Rabiscado de incertezas o destino se traça
Como quem não quer nada as horas se passam
Trilhando um caminho onde a gente sabe que tem fim
Vivendo em um filminho que o roteiro é uma questão
Onde abraços e beijos são premiações.
Me pergunto então, somente a mim:
"O que fazer, pra te ter aqui em mim,
Quantas vidas viver e percorrer...
Até ter ao menos um pouco de mim em você"
Que a próxima dança eu não esteja mais só
Que o roteiro da vida marque um encontro com você e eu
Que os planos que fiz só, te incluam por amor
Que o amor nos encontre de baixo uma árvore qualquer
Que qualquer árvore marque um encontro de nós dois
E que esses encontros sejam permanentes
Pois a vida sozinho é arriscada, chata e depressiva.
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