Quem sabe dessa vez foi o contrário;
Turbulenta tempestade antes do ar calmo.
O poeta somado ao caos, desesperado,
Remoendo injuriado o seu passado,
Que subjugam o pretérito, nada perfeito,
Em relação ao sujeito,
Que tomado pelo tornado,
Anela em desespero por um abrigo seguro.
Turbulenta tempestade antes do ar calmo.
O poeta somado ao caos, desesperado,
Remoendo injuriado o seu passado,
Que subjugam o pretérito, nada perfeito,
Em relação ao sujeito,
Que tomado pelo tornado,
Anela em desespero por um abrigo seguro.
Seu passado não foi mortificado;
Suas concepções foram erradicadas,
Por seres que de carne igual e sangram,
Dilaceraram sua alma à navalhas,
Afligindo o seu ego à palavras,
Que destroem tanto quanto o tornado,
Que extirpa a carne, moendo os músculos
E dá nó as entranhas, lâmina de dois gumes.
Suas concepções foram erradicadas,
Por seres que de carne igual e sangram,
Dilaceraram sua alma à navalhas,
Afligindo o seu ego à palavras,
Que destroem tanto quanto o tornado,
Que extirpa a carne, moendo os músculos
E dá nó as entranhas, lâmina de dois gumes.
O poeta vazio de si e de todos não
reclama;
Descobriu a beleza dos seus versos de drama.
Moveu-se ao mundo como quem realmente ama.
Descobriu a beleza dos seus versos de drama.
Moveu-se ao mundo como quem realmente ama.
Chegou ao cúmulo epicentro;
Escapou estupefato, surpreso.
Por amor a Isabel...
Contemplou novamente o céu
E nova vida o encheu de mel
O que antes era o fel.
Escapou estupefato, surpreso.
Por amor a Isabel...
Contemplou novamente o céu
E nova vida o encheu de mel
O que antes era o fel.
Da carne, a navalha não mais lhe sangra,
E sua nova aura, coberta de luz, reluz,
E seus antigos dias, morreram naquele dia.
E foi quando o poeta se amou.
E sua nova aura, coberta de luz, reluz,
E seus antigos dias, morreram naquele dia.
E foi quando o poeta se amou.
Fernando Said.