Há um abismo dentro de mim
Que corrói e destrói os sentimentos
Que inunda e afoga esse ser
Imundo, ignóbil e incrédulo
Há um cais dentro de mim
Que serve de porto para alguém
Que nunca chega, mas sempre espero.
2 de jan. de 2019
16 de fev. de 2018
Detalhes poéticos sobre ela
Ela gostava de versos
Gostava do inverso
O avesso lhe cabia
Bem, o que posso dizer?
Ela deveras era a artista
Bailarina, equilibrista
Desenhista e protagonista
Ela tinha tantos dons
Brilhava feito o sol
Nos dias cinzas
Era a própria névoa
Que envaidecida
Caia sobre o meu corpo
Como o próprio orvalho
Era eu quem derretia
Feito cera nas asas de Ícaro
Quando alçava voo
Na direção do seu calor
Me esculpia em seus lençóis
Me cuspia em baixo deles
Moldava o meu corpo
Com a ponta dos seus dedos
Com o seu hálito quente me cozia
E eu depois de pronto, lhe comia.
Gostava do inverso
O avesso lhe cabia
Bem, o que posso dizer?
Ela deveras era a artista
Bailarina, equilibrista
Desenhista e protagonista
Ela tinha tantos dons
Brilhava feito o sol
Nos dias cinzas
Era a própria névoa
Que envaidecida
Caia sobre o meu corpo
Como o próprio orvalho
Era eu quem derretia
Feito cera nas asas de Ícaro
Quando alçava voo
Na direção do seu calor
Me esculpia em seus lençóis
Me cuspia em baixo deles
Moldava o meu corpo
Com a ponta dos seus dedos
Com o seu hálito quente me cozia
E eu depois de pronto, lhe comia.
2 de jun. de 2017
Amor e morte
A morte é o silêncio da poesia
Que cala a boca e esfria
Amar-te em tua ausência
Mata-me todos os dias
Em mais uma noite fria
Imerso em agonia
Tua imagem agora fria
Parece refletir a minha
E eu não sei em que parte
do caminho me perdi
Quando me afastei de mim
E já que tudo parece em vão
Que permaneça vazio a meu coração
Poema, colaborativo:
Fernando Said e Bruno Fialho.
Como foi algo espontâneo, dedico a todos os amigos(as) que perdi.
Que cala a boca e esfria
Amar-te em tua ausência
Mata-me todos os dias
Em mais uma noite fria
Imerso em agonia
Tua imagem agora fria
Parece refletir a minha
E eu não sei em que parte
do caminho me perdi
Quando me afastei de mim
E já que tudo parece em vão
Que permaneça vazio a meu coração
Poema, colaborativo:
Fernando Said e Bruno Fialho.
Como foi algo espontâneo, dedico a todos os amigos(as) que perdi.
13 de out. de 2016
Eu sou o amor
Escrevo sobre o amor
Porque já fui amado
Escrevo sobre o amor
Porque é o oposto da dor
E também já fui odiado
Escrevo sobre o amor
Porque sou feito de amores
Que nascem e morrem
Dentro de mim
Sou feito de amores
desistentes e medrosos
Por medo de tentar, deixei-me
Por medo de falar, calei-me
Sou feito de amores
Profundos e profanos
Sou feito de amores
Cruéis e insanos
Sou feito de amor
Fui, sou e serei...
Mas nunca o mesmo.
Porque já fui amado
Escrevo sobre o amor
Porque é o oposto da dor
E também já fui odiado
Escrevo sobre o amor
Porque sou feito de amores
Que nascem e morrem
Dentro de mim
Sou feito de amores
desistentes e medrosos
Por medo de tentar, deixei-me
Por medo de falar, calei-me
Sou feito de amores
Profundos e profanos
Sou feito de amores
Cruéis e insanos
Sou feito de amor
Fui, sou e serei...
Mas nunca o mesmo.
9 de ago. de 2016
Sobre as gotas de chuva que caem em meu corpo
Pessoas entram e saem das nossas vidas como se fossem nuvens de uma chuva que refresca o corpo, o clima e a mente. Tem pessoas que vem como tempestade e bagunçam tudo, bagunça o coração, bagunça os sentimentos, bagunça nossa casa, nosso quarto, bagunça a cama e depois simplesmente vão embora, como chuva passageira... não que dure uma eternidade, mas vão embora, deixando saudade, lembranças, coração e sentimentos bagunçados, e só o que podemos fazer é pedir pra que um dia essa mesma chuva deliciosa de lavar a alma volte, trazendo paz mais uma vez a um coração uma vez bagunçado por tantos sentimentos.
7 de jun. de 2016
Contos sobre Caroline
A conheci de vestido, não lembro a cor, decorei seu sorriso tímido de final de festa, a surpresa foi um beijo embriagado, entre suspiros e falta de fôlego, me consumiu até a alma, me deixou alucinado, eufórico, desnorteado, claro, estava embriagado. Dali em diante a noite em que a conheci se repetia várias e várias vezes na minha cabeça, me tirando o sono, ecoando noite e madrugada a dentro, a sorte foi um número salvo na minha agenda, um contato salvo de Caroline na minha agenda telefônica me fez hesitar, mas não pude conter, começamos a conversar, se conhecer, parecia que em nada ia dar, mas errei mais uma vez. Meus sentido estavam todos bagunçados, eu não entendia exatamente o que era aquilo e aonde iria me levar, mas decidi me entregar, me joguei. Carol era uma menina doce que adorava o sabor do amargo, do tóxico cigarro e bebidas fortes como sua personalidade, gostávamos do perigo, de sair escondido, de experimentar o desconhecido. Mas exatamente como começou, sem explicação terminou, fiquei só na saudade.
3 de jun. de 2016
Até mais coração
Quando tu me vinhas de qualquer forma despida, nua, ou vestida, me vinha sempre o mesmo desejo em mente, te fazer minha, de mais ninguém. Mesmo com os olhos fechados em ti pensava, tomou meu coração e perturbou minha mente por vários dias. Noites sem dormir por pensar demais em várias noites que suportaria sem você aqui. Quando tudo virou realidade me vi em um sonho ao qual eu precisava acordar, que aquilo era por mim vaidade, te ter era demais pra mim, que por não saber o que falar, não soube me despedir, te deixei, fui embora com a promessa de nunca mais voltar. Meu coração realmente foi teu, foi tomado, eu o entreguei a você e foi bem cuidado, o erro foi meu, eu parti pra conhecer o mundo acordado, parti em direção aos sonhos ao qual eu nunca tive só, conheci pessoas as quais admiro e outras me inspiro, outras desprezíveis e rasas. Um dia eu volto, sem aviso prévio, pra tomar de volta o que é meu e te contar o que aprendi e poemas que escrevi. Volto pra me despedir com as palavras seguidas de "você sempre esteve comigo aqui" (mãos no peito, indicando o lugar do coração), volto pra te dizer que meu peito sempre foi o teu lugar.
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