Ainda que todo o amor que há em mim se acabe por não estar mais aqui o seu amor,
Poderei viver pelo simples fato de existir, somente existir e respirar, comer, andar, sorrir.
Não pelo fato de gostar, mas pelo fato de existir.
Ó linda que embaralha meus sonhos todas as noites, vestida de vestido, um linho fino, perfumada de Jasmim,
A quanto tempo não encontro teu corpo em vida real?
Jamais sosseguei desde a tua partida, em um minuto sequer meu pensamento teve paz, liberdade, do teu sorriso, do teu abraço, beijo, colo, e tudo aquilo que me fazia rir.
Fico aqui submerso em meus próprios pensamentos, em meu verdadeiro tormento, sem fim, duradouro, que só me maltrata a cada segundo que se passa e os dias se passam, os meses se passam, e dizem que as dores do peito também passam. Já eu acho que não, vivo em uma vida de ilusão, somente sorrindo, andando, comendo, fingindo existir. Maldita peripécia de amor, seja meu fogo consumidor, e subsistirá teu legado em min, minha tormenta sem fim, de amor morrerei ou então viverei.
23 de jul. de 2012
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Um comentário:
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