30 de mai. de 2016

Notas no papel

Nos dias cinzentos aproveito a solidão
Nem perco tempo revirando as gavetas
Onde guardo lembranças dos tempos que jamais voltarão.

Escrevo versos, ouço música e toco um violão
Faço um som para o meu próprio conforto
Altero harmonias e melodias para formar uma bela canção.

No caderno, as letras tão bagunçadas quanto o meu quarto
Que de tão desorganizado, decorei onde as coisas estavam
O coração bagunçado é detalhe, bate por obrigação.

Mergulho em um sono profundo, onde me vejo como reflexo
Por acaso será o mesmo eu através do espelho? eu nego.

Quem sabe um dia toda essa bagunça vire poesia
Quem sabe toda harmonia e dissonantes reverberem nessa vida
Onde o que escrevo são apenas letras bagunçadas em papel
E o verdadeiro eu ainda não acordou para cumprir o seu papel.

Filmes que vivi e não foram expostos em cartaz

 Alguns sonhos são como filmes fora de contexto, observo inerte aos detalhes, me vejo por dentro e por fora, alguns lugares eu reconheço, sa...