No tédio leio, escrevo e aprendo
Tão bem como quando distraído
Nas horas passo calado
O silêncio da minha voz me agrada
Me deixa em estado de calma
Bem melhor que os teus escândalos por devaneios loucos.
Disperso do tempo a poesia fala
Dar-se-a uma nova criação
Pequenas letras num papel sem refrão
Somente versos fabricados por uma mente
Que nas horas vagas funciona, às vezes não.
Me questiono então quantos versos cabem em uma canção
Canção daquelas que não mata ninguém de solidão
Mas preenche o peito com melodias e acordes bons
Para que ninguém sofra de dor ou de amor
Pobre coração!
Já estamos de saco cheio por tantas dores no peito
De idas e vindas tu me encheste de vazio
Do vazio fiz abrigo e morada
Abraço então a criação que me vem todas as noites
Com esta solidão a me apavorar e dilacerar-me
Até então entender que coisas boas vão acontecer.